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A inovação e o digital têm que ser parte essencial da marca do Brasil, diz Soumitra Dutta

11/07/2018

Ex-reitor e atual professor da Escola de Negócios SC Johnson College, nos Estados Unidos, palestrou no ENAI 2018; evento foi realizado em Brasília no dia 3 de julho

Os mercados que querem acompanhar a rápida transformação proposta pela nova revolução industrial precisam investir em dinamismo e estratégia. É o que acredita Soumitra Dutta, ex-reitor e atual professor da Escola de Negócios SC Johnson College, nos Estados Unidos, que palestrou durante a edição 2018 do ENAI (Encontro Nacional da Indústria). “O mundo está mudando rapidamente e devemos nos perguntar constantemente como reagir a essas mudanças”, declarou.

Para ele, a criação de um ambiente digital propício à indústria 4.0 passa pela consolidação de uma plataforma inteligente, produtos digitais, processos inteligentes e ecossistemas interconectados. “Nenhuma empresa cria valor sozinha. Ela precisa de um ecossistema colaborativo de inovação. É preciso ter coordenação e abordagem integrada para desenvolver habilidades e ter foco em áreas estratégicas. Criar os incentivos certos para que as empresas inovem. Hoje, isso não acontece. O Brasil precisa ter uma marca forte associada à tecnologia e inovação”, afirmou. Assumindo a posição de nona maior economia do mundo, o Brasil precisa se espelhar em nações amplamente desenvolvidas como Alemanha, China, Estados Unidos, França e Índia, traçando uma estratégia nacional de digitalização.

A mudança – que já está em curso – atinge toda a cadeia. “O modo como medimos produtividade também vai mudar, afinal a tecnologia impactará outros pontos-chave como o bem-estar e a felicidade”, disse Dutta que é, também, coeditor do Índice Global de Inovação.

Como dica para um país em desenvolvimento e com uma indústria que visa fortalecimento, o especialista falou sobre a importância da união de todos os players. “É preciso apoio do governo, da iniciativa privada e da sociedade civil para impulsionar a mudança proposta pela revolução digital. É necessário que o Brasil tenha a ambição de liderar o mercado”.

O poder dos dados – Para ele, são diversos os efeitos da transformação 4.0 sobre a indústria e sobre a sociedade como um todo, visto que a sofisticação do avanço tecnológico promove a inteligência artificial utilizada para a interpretação de dados. Como exemplos de empresas que utilizam muito bem os dados para transformar seus negócios, Dutta apresentou o case da Amazon (EUA), uma das grandes responsáveis pelas mais recentes transformações no varejo mundial por utilizar tecnologia de sensores, visão computacional e internet das coisas para mudar a forma como os norte-americanos fazem compras.

“A base de todas essas possibilidades são os dados, que são os novos motores da indústria. A competitividade será medida pela sua capacidade de lidar e trabalhar com dados dentro das organizações e da economia”, afirmou.

Como incentivo à indústria brasileira, o palestrante mencionou que protagonismo é importante e que é preciso persistir. “A mudança é significativa e não está desacelerando. Não sintam como se estivessem para trás. Sejam audazes nesse tempo de mudança, lidem com o risco da melhor maneira possível e tomem a dianteira. O Brasil é e deve ser um líder natural não apenas na América Latina, mas no mundo”.

O ENAI, organizado desde 2006 pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), reúne lideranças empresariais para alinhar posicionamentos e traçar ações estratégicas para defesa da indústria nacional e aumento da competitividade. Nesta edição de 2018 recebeu mais de 2 mil representantes do setor. O primeiro dia do evento promoveu uma série de painéis sobre assuntos diversificados e, o segundo dia, apresentações dos pré-candidatos à Presidência da República sobre suas agendas de governo para empresários industriais. O Sinproquim acompanhou de perto todo o programa, através da presença de três representantes: Nivio Machado Rigos, vice-presidente; Ricardo Neves de Oliveira, diretor-executivo; e Enio Sperling Jaques, assessor de RH e Jurídico.

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