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Análise da Evolução da Indústria Brasileira de Manufaturados e seu Futuro

08/11/2018

Os anos de 1930 até 1945, por ocasião do primeiro governo de Getúlio Vargas, foram marcados por grande crescimento da indústria brasileira.

No fim da Segunda Guerra Mundial, a indústria europeia estava destruída, o que levou a Europa a aumentar significativamente as importações para suprir a demanda por matérias-primas, oferecendo oportunidades ao Brasil.

Foi com a criação da Petrobras, em 1953, que ocorreu o grande desenvolvimento industrial, principalmente das indústrias consumidoras de derivados de petróleo, tais como matérias–primas para borrachas sintéticas, plásticos, fertilizantes e solventes, entre outras.

No período de 1956 a 1960, no governo de Juscelino Kubitschek, o desenvolvimento industrial ganhou novos rumos, atraindo capital estrangeiro, principalmente no setor automotivo.

Nas décadas que se seguiram até 1990, a indústria continuou crescendo, apesar de ter enfrentado algumas crises econômicas.

Nesse período, a participação da indústria no PIB era de 20%. A partir de então, por falta de políticas voltadas ao crescimento industrial, houve uma queda na presença industrial, chegando a aproximadamente 11% do PIB no ano de 2017.

As exportações de manufaturados e semimanufaturados caíram, em decorrência de uma política cambial equivocada, criando uma falsa valorização do real, incentivando a importação de produtos industriais, resultando no fechamento de várias indústrias.

O chamado “custo Brasil” que, segundo estudo elaborado pela Fiesp, representou no período de 2008 a 2016, em média, 30,4%, deixou o setor industrial desprotegido, em que o imposto de importação cobria menos da metade desse “custo Brasil”, descolando nossa matriz de custos dos concorrentes internacionais. Houve uma falta de interesse na negociação de acordos comerciais com países desenvolvidos, visando incrementar as exportações de produtos manufaturados, com maior valor agregado ao produto, gerando mais empregos com melhores salários.

O governo de transição de Michel Temer (2016 a 2018) obteve êxito na política cambial, assim como na reforma trabalhista e na limitação dos gastos públicos. Retomou a negociação de acordos comerciais de interesse do Brasil e tentou dar andamento às reformas tributária e previdenciária, visando redução do custo do Estado, diminuindo o déficit de suas contas. O objetivo era voltar a fazer investimentos públicos tão necessários às indústrias e à sociedade.

Ficará a cargo do novo governo, que assumirá no dia primeiro de janeiro de 2019, tomar providências urgentes para a retomada de investimentos e geração de empregos, reduzindo a burocracia que gera altos custos às indústrias, e investir na infraestrutura que tanto influencia nos custos da cadeia industrial.

É importante que o novo governo tome as medidas necessárias para dar maior competitividade à indústria nacional, colocando-a em igualdade com as suas concorrentes internacionais, eliminando ou minimizando o chamado “custo Brasil”.

Por Wolfgang Lieb, consultor do Sinproquim para a área de comércio exterior

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