Apesar do aumento na produção interna, as importações brasileiras de produtos químicos cresceram 67,4% em volume

No primeiro bimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2016, as importações de produtos químicos que compõem a amostra do Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC), produzido pela Abiquim, cresceram 67,4% em volume, sobretudo pelo aumento das compras de intermediários para fertilizantes, que tiveram incremento de 118%. No mesmo período, a produção nacional cresceu apenas 3,06%, mas as vendas internas recuaram 0,33%. O índice de utilização da capacidade instalada, que ficou em 77%, teve redução de dois pontos em relação a igual período do ano anterior

 O menor número de dias úteis de fevereiro, a ocorrência de algumas paradas programadas para manutenção e problemas relacionados com o suprimento de matérias-primas em algumas unidades influenciaram o desempenho do setor no bimestre. Os dados, divulgados em caráter preliminar pela Abiquim, mostram que o consumo aparente nacional (CAN) apresentou crescimento de 18,1% no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano. O aumento da demanda foi atendido basicamente pelo aumento das importações.

 Na análise dos últimos 12 meses, sobre idêntico período, os índices de volume são positivos: a produção subiu 4,05%, mantendo esse ritmo anualizado há três meses consecutivos, enquanto as vendas internas cresceram 4,96%. Levando-se em consideração os produtos da amostra do RAC, o CAN cresceu 8,7% nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, taxa que vem crescendo desde setembro do ano passado.