Estado de São Paulo responde por 38% das exportações brasileiras de produtos químicos

De janeiro a setembro deste ano, o Brasil importou US$ 111,3 bilhões em bens e produtos e exportou o total de US$ 164,6 bilhões, gerando um saldo positivo na balança comercial de US$ 53,3 bilhões. Somente em produtos químicos, o Brasil importou, até setembro, US$ 27,9 bilhões, com elevação de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado.  As exportações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 10,1 bilhões, com incremento de 13% ante igual período de 2016. O saldo negativo acumulado até setembro chegou a US$ 17,7 bilhões, segundo dados divulgados pela Abiquim.

O Estado de São Paulo, no mesmo período, importou o total de US$ 40,7 bilhões e exportou US$ 38 bilhões, gerando saldo negativo de US$ 2,7 bilhões. As compras externas do Estado de São Paulo representaram 37% das importações brasileiras e 23% das exportações. Do total importado pelo Brasil em produtos químicos, o Estado de São Paulo, considerando estritamente a origem e o destino declarados dos produtos, respondeu por 52,1% das importações (US$ 14,5 bilhões) e por 37,7% das exportações (US$ 3,8 bilhões) de produtos químicos. O resultado da balança comercial de produtos químicos do Estado de São Paulo, no acumulado de janeiro a setembro de 2017, foi negativo em US$ 10,7 bilhões.

Esses dados serão utilizados pelo Sinproquim para editar um informativo específico sobre o comércio exterior na indústria química paulista, o Info-Q, possibilitando uma análise criteriosa sobre quais produtos, empresas ou segmentos estão sendo mais afetados pelas importações e a discussão de ações que preservem o interesse da cadeia produtiva no Estado. Estima-se que existam no Brasil cerca de 2 mil indústrias químicas, das quais 50% estão instaladas no Estado de São Paulo.

Na visão do Sinproquim, é preocupante o crescimento das importações de produtos químicos que, em muitos casos, são fabricados localmente ou que já foram fabricados e passaram a ser importados. Essa situação se deve ao alto custo da energia elétrica e das matérias-primas básicas, como o gás natural; à carga tributária e à logística, entre outros fatores. A falta de investimentos no setor químico torna o Brasil cada vez mais dependente de matérias-primas essenciais para as cadeias produtivas.

As oportunidades para o crescimento do setor químico estão sendo ocupadas por importações, tornando o País cada vez mais dependente de insumos fundamentais para a cadeia produtiva, com o agravante da perda de oportunidades de geração de empregos qualificados no Brasil.