Poucos a veem, mas a Química tem participação ativa nos Jogos Paralímpicos Rio 2016

 Há uma participante dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 a quem poucos prestam atenção. Mas, sem ela, as competições perderiam muito de seu brilho e importantes marcas não conseguiriam ser alcançadas pelos atletas. Trata-se da Química. Não há esporte ou competição que seja realizada sem a participação da Química. Ela está presente na construção das arenas, pistas e quadras, nas vestimentas e até nas medalhas entregues aos campeões. Basta prestar um pouco de atenção para identificar como a Química é essencial em todos os aspectos da vida moderna, inclusive nos esportes.

 Comece olhando para um atleta, não importa de qual modalidade. Os uniformes têm origem na Química, desde as sungas ou maiôs usados na natação e nos esportes náuticos até os protetores faciais e peitorais do esgrimista. Esses produtos, normalmente, são feitos com microfibras de poliéster, que oferecem resistência e ao mesmo tempo dão conforto e liberdade de movimento aos atletas. As jaquetas dos esgrimistas contam com protetores fabricados em EVA, por exemplo. Os atletas de modalidades como basquetebol e vôlei, bem como os que disputam corridas, desde os 100 metros rasos até a maratona, têm nos pés um produto que a Química ajudou a desenvolver e a aperfeiçoar: os tênis, que costumam ser feitos com uma combinação de produtos químicos como o poliuretano, borracha sintética e EVA.

 As bolas, sejam elas esféricas, como no futebol, vôlei e basquete; ovaladas, como no rugby, ou pequenas, como no golfe ou tênis de mesa, são fabricadas com produtos químicos como a borracha, couros sintéticos e o policloreto de vinila, mais conhecido como PVC. Os plásticos, aliás, têm uma participação intensa nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos: eles estão nas fitas das medalhas, na cobertura de arenas, nas bandeiras agitadas pelas torcidas, em painéis e em tantos outros locais.

 A Química também ajuda esses verdadeiros heróis que disputam os Jogos Paralímpicos a participar de competições esportivas com o uso de próteses fabricadas com plásticos especiais e fibras de carbono. Ela, inclusive, é parte integrante dos festejos. Um exemplo são os fogos de artifício, que encantam pessoas de todas as idades: eles são feitos com nitrato de potássio e outros produtos químicos. Pense bem: agora, quando alguém falar em química dos Jogos Paralímpicos, você saberá que há algo a mais do que as emoções que unem atletas e espectadores de todo o mundo.