Sinproquim recebe Instituto Senai de Inovação para debate sobre inovação e políticas de fomento na área química

Instituto atua nas áreas de biotecnologia, síntese química, engenharia de processos e fibras e química têxtil

A manhã de terça-feira, 27 de fevereiro, foi dedicada ao debate sobre o acesso à inovação e a financiamentos para desenvolvimento de projetos na área química. Como palestrantes, dois profissionais do Instituto Senai de Inovação, do Rio de Janeiro, especializado em biossintéticos se revezaram para apresentar a infraestrutura do instituto e falar sobre como as empresas do setor podem buscar incentivos para seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Abrindo o workshop, Ricardo Neves de Oliveira, diretor-executivo do Sinproquim, falou sobre a expectativa do setor para o futuro. “Todos que atuam na área química estão com a expectativa bastante alta. Com todo o potencial que o Brasil tem, vislumbramos um futuro brilhante. Para isso, temos que construir a base que vai nos levar a esse futuro melhor. E é discutindo temas como esse que chegaremos lá”, disse sobre a atuação do Sinproquim como interface entre as empresas da área química e as diversas possibilidades que estão disponíveis no mercado.

Na sequência, Paulo Coutinho, gerente do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos, tomou a frente para apresentar um pouco mais da infraestrutura que já está em funcionamento e sobre os próximos passos que serão dados pela entidade. Focado em desenvolver soluções sustentáveis por meio da química e da tecnologia empregando recursos renováveis e não renováveis para o estabelecimento de novos produtos e processos, o instituto atua em quatro plataformas tecnológicas: biotecnologia, síntese química, engenharia de processos, e fibras e química têxtil.

“Nesses dois anos de atuação firmamos parcerias no mundo todo. Nos Estados Unidos, por exemplo, temos o EBRC, um consórcio norte-americano de biologia sintética que conta com as principais universidades locais e mais de 30 empresas, incluindo a brasileira Braskem”, destacou Coutinho. Hoje o instituto já conta com 26 clientes e 40 projetos, mais de R$ 16,1 milhões em projetos de P&D, mais de R$ 5,5 milhões de receita contratada, mais de R$ 2 milhões de projetos em contratação e mais de R$ 1,5 milhão em negociação.

Como forma de progredir, o instituto mudará, em abril, para o Parque Tecnológico da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), local onde já estão instaladas empresas como Ambev e L’Oreal e que é considerado como uma área nevrálgica da tecnologia no Rio de Janeiro.

Fomento à inovação –Após a apresentação de Coutinho, Mariana Dória, especialista em inteligência competitiva e propriedade intelectual da gerência do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos, iniciou sua apresentação sobre as principais linhas de crédito para quem busca incentivo para inovar. Após falar sobre as possibilidades do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que estão sendo revisadas pelo banco, do que vem sendo apresentado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e das alternativas de fomento via FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), citou o PITE, que trabalha para intensificar o relacionamento entre universidade, instituto de pesquisa e empresa. Em seguida, Mariana apresentou o Edital de Inovação para a Indústria, uma parceria entre Senai, Sesi e Sebrae.

Criado para financiar o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços inovadores    da indústria nacional, o edital subsidia o desenvolvimento de projetos concebidos por empresas industriais brasileiras e startups de base tecnológica, com a participação de unidades do SENAI ou do SESI. São selecionados projetos que aumentam a competitividade e a produtividade industrial por meio da inovação tecnológica e da promoção de soluções inovadoras para a segurança e saúde na indústria.

“Em 27 de março será lançado o edital de 2018 com algumas pequenas alterações no comparativo com os anteriores. A categorização do edital não mudará, porém agora ele terá linhas específicas para os diferentes portes das empresas”, explicou Mariana, ao listar as três categorias que comporão o edital: inovação tecnológica para grandes e médias empresas; inovação tecnológica para micro e pequenas empresas, microempreendedores individuais e startups de base tecnológica; e empreendedorismo industrial. “O edital é bastante concorrido em todas as categorias”, complementou.

Na categoria direcionada a empresas industriais de médio e grande porte e, também, na voltada a MPEs, MEIs e startups, os proponentes devem inscrever projetos a serem realizados em, no máximo, 24 meses, com custo de financiamento de até R$ 400 mil. Já na categoria para empreendedorismo industrial, empresas de maior porte e investidores, também chamados de instituições âncoras, apresentam desafios a serem vencidos com inovações desenvolvidas por startups, e pequenas e médias empresas. “Neste caso, é um edital desenhado pela empresa, com gestão do Senai. É muito interessante quando uma empresa tem desafios internos e busca soluções em outras companhias”, enfatizou Mariana.

Hoje, por exemplo, estão abertas as inscrições para a chamada da Shell Brasil que, por intermédio do Edital de Inovação para a Indústria, investirá até R$ 2,5 milhões em propostas destinadas ao monitoramento, controle em tempo real e análise de big data das operações em campos de petróleo. A ideia da ação é selecionar três projetos tecnológicos e as inscrições estão abertas no portal do edital.

Todos os detalhes de cada uma das categorias,tais como público-alvo, duração e valores dos projetos, contrapartidas, e cronogramas dos ciclos de avaliação estão dispostos no edital que está publicado AQUI. No mesmo website também é possível acessar a chamada da Shell Brasil para mais informações e para o cadastramento e participação.