A proposta da Abiquim de criar um conselho consultivo com dirigentes dos sindicatos estaduais da indústria química de todo o País que representem os fabricantes de produtos químicos de uso industrial para discussão sobre os desafios regionais, soluções e participação na definição de uma agenda nacional foi avaliada como positiva pelo Conselho das Entidades Sindicais da Indústria Química (Cesiq), em reunião realizada no dia 31 de agosto. Para o Conselho, a ação será muito importante para uma análise abrangente dos impactos da fragilização da indústria química brasileira nas diversas cadeias de valor regionais.
No encontro, o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Químicos para Fins Industriais do Estado do Rio de Janeiro (Siquirj), Isaac Plachta, relatou que Genard Holmes Burity Junior, Encarregado de Negócios do Consulado norte-americano no Rio de Janeiro, procurou a entidade para uma discussão sobre a indústria química brasileira, em especial o segmento petroquímico. Na avaliação do Conselho, o governo norte-americano tem demonstrado preocupação com o crescente volume de importações brasileiras de produtos químicos originários da China.
Essa preocupação é compartilhada pelo Cesiq. As importações brasileiras de produtos químicos e acabados, independente da origem, têm afetado seriamente as atividades da indústria brasileira. No caso da indústria química, as importações respondem hoje por cerca de 46% da demanda. Nos anos 90, as compras externas não superavam os 5% do consumo aparenta nacional. Em 2025, o déficit comercial do setor químico chegou a US$ 54,9 bilhões, um dos maiores de todos os segmentos da economia.
A evolução das negociações trabalhistas nos estados e o impacto da reforma tributária sobre os sindicatos foram outros temas tratados na reunião do Cesiq.

