Estudo indica que IA, automação e transição energética são as mudanças de maior impacto na indústria

Transformar recursos, conhecimento e tecnologia em capacidade produtiva será um dos desafios do Brasil até 2040. O cenário foi apresentado em reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp. O estudo Macrotendências Mundiais 2040, realizado pela entidade, aponta a aceleração da inteligência artificial e da automação, a transição energética e a disputa por minerais críticos como as mudanças com maior impacto para a indústria. A expansão dessas tecnologias aumenta a demanda por energia, infraestrutura e novas competências, ao mesmo tempo em que exige inovação, qualificação profissional e maior resiliência das empresas”, ressalta a Fiesp.

A reorganização das cadeias globais também muda os critérios de competitividade. Regionalização, nearshoring (estratégia de transferir produção, serviços ou fornecedores para países próximos ao mercado consumidor), rastreabilidade ambiental e segurança no acesso a insumos ganham espaço, enquanto tarifas e incentivos voltam às estratégias industriais de vários países.

Para o Brasil, o estudo aponta oportunidades em energia limpa, biocombustíveis, minerais críticos, agroindústria e mobilidade verde. Transformar essas vantagens em protagonismo, porém, exige avançar além da extração de recursos e ampliação da capacidade produtiva e tecnológica. Na inteligência artificial, por exemplo, o impacto dependerá não apenas da adoção das ferramentas, mas da capacidade das empresas de desenvolver competências, gerar conhecimento e transformá-lo em inovação e produtividade.