Março trouxe boas notícias para a indústria química brasileira. A utilização da capacidade instalada pelo setor, que era de 49% em média, aumentou para 63% em março. A produção cresceu 23% no primeiro trimestre e as importações brasileiras de produtos químicos recuaram 19,1% no período, possibilitando ao setor recuperar parte do terreno perdido para fornecedores de outros países. Os dados foram divulgados pela Abiquim, que atribui essa recuperação a medidas de defesa comercial adotadas pelo governo brasileiro, como a Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais (DCC) e instrumentos antidumping que, na visão da Abiquim, funcionaram como escudos contra a entrada de produtos a preços artificialmente baixos, muitas vezes subsidiados por outros países.
A Abiquim alerta que apesar da boa notícia no curto prazo, os dados estruturais do setor químico pedem cautela. Na comparação do primeiro trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, produção e vendas recuaram 4,1%. Nos últimos 12 meses até março de 2026, a produção caiu 7% e as vendas internas encolheram 8,2%. A recuperação trimestral é real, mas ainda não reverteu a tendência de médio prazo.
