Sinproquim e Abiquim planejam realizar evento conjunto sobre as mudanças no comércio exterior

As profundas alterações na área de comércio exterior, decorrentes do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos e das guerras entre Rússia e Ucrânia e dos EUA e Israel contra o Irã, trouxeram novos desafios para países e empresas. Com o objetivo de auxiliar as empresas do setor químico, principalmente as de pequeno e médio porte, na adaptação à nova realidade, o Sinproquim e a Abiquim programam realizar no final de agosto um evento conjunto, com a participação de consultorias internacionais, para uma detalhada análise dos impactos e das oportunidades do novo cenário, com foco na indústria química brasileira.  

A proposta de realização do evento foi apresentada em reunião do Conselho das Entidades Sindicais da Indústria Química (Cesiq), realizada em 17 de julho. No encontro, o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, anunciou o plano de criação de um Conselho Consultivo, na estrutura da entidade, formado pelos sindicatos estaduais da indústria química de todo o País que representem os fabricantes de produtos químicos de uso industrial. A ideia é possibilitar uma discussão sobre os desafios regionais, soluções, detalhamento e participação dos sindicatos na definição de uma agenda nacional.

A dependência brasileira de fertilizantes importados foi outro tema debatido pelo Cesiq. Foi destacado que, apesar dos alertas dos riscos dessa dependência, o governo e o próprio setor do agronegócio fizeram ouvidos moucos aos avisos, o que desestimou investimentos na produção local de fertilizantes. Hoje, contudo, é perceptível o aumento da consciência da vulnerabilidade brasileira nessa área. A aplicação da NR-1, sobre o controle de riscos psicossociais no trabalho e a evolução das negociações trabalhistas, também foram temas de análise na reunião do Cesiq.