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Brasil tem potencial para se destacar em química renovável

04/09/2019

A inovação tem fomentado um cenário de evolução. Na indústria química, é possível perceber por meio da transição da atual dependência por matérias-primas não renováveis, como o petróleo, para matérias-primas renováveis, como a biomassa vegetal. Esse é o desafio estratégico atual. Considerada uma área muito promissora, a química renovável encontra no Brasil um grande potencial para crescer.

O Brasil tem disponibilidade de áreas agricultáveis, condições climáticas favoráveis e biodiversidade que representam o potencial para a produção de biomassa não alimentar em condições competitivas, sobretudo no momento em que consumidores passam a valorizar produtos de origem renovável. Levantamento do Sinproquim mapeou que há em território nacional cerca de 80 matérias-primas de origem vegetal e animal. Elas são utilizadas na fabricação de aproximadamente 250 produtos por processo químico ou por extração.

Segundo maior produtor de soja e grande produtor de cana-de-açúcar, o país necessita de políticas governamentais de incentivo para poder avançar ainda mais nesse cenário e desempenhar papel de liderança mundial na produção de químicos a partir de matérias-primas renováveis. Para o Sinproquim, a indústria química dispõe de conhecimento para desenvolver a química renovável, desde que haja uma política de governo que possa garantir o fornecimento contínuo de matérias-primas a preços competitivos e financiamento a juros equiparados aos internacionais.

Para a BBC Indústria e Comércio, o governo pode contribuir desenhando uma política industrial para alavancar não somente a cadeia da química renovável, mas para a indústria de modo geral. A  grande dificuldade, porém, é o custo Brasil. “O setor químico no Brasil vem encolhendo há décadas, pois não existe uma política industrial. Para muitos empresários, é mais fácil importar e revender do que produzir. Exemplos são as indústrias que fecham no Brasil e abrem no Paraguai, pois os impostos e a burocracia são menores”, afirma Renata Brostel, R&D Manager da BBC e conselheira fiscal do Sinproquim.

Renata toma como exemplo potências econômicas como Estados Unidos, Alemanha, França ou Japão. Esses países foram alavancados pelo desenvolvimento da indústria química, o que possibilitou crescer e expandir suas economias. O desenvolvimento da química renovável alavancaria a competitividade do país. “A química está presente em todos os produtos que usamos”, explica.

O principal produto vendido pela BBC desde sua fundação em 1986 é plastificante de origem vegetal, e o retorno tem sido muito bom, pontua Renata. “O crescimento do uso de produtos vegan e produtos verdes aumentou a participação nas formulações, já que vem substituindo os plastificantes originados do petróleo. Nossa política e estratégia é seguir pesquisando e investindo em produtos que sejam de origem renovável, sempre pensando no ciclo de vida de produto”, ressalta.

Sinproquim
Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos
para Fins Industriais e da Petroquímica no
Estado de São Paulo.

Rua Rodrigo Cláudio, 185 - Bairro Aclimação
01532-020 - São Paulo - SP
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sinproquim@sinproquim.org.br

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