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Risco de integridade em investimentos

23/07/2020

Estamos testemunhando uma revolução tecnológica imensa, dezenas ou centenas de empreendedores criando start-ups ou reconstruindo seus negócios agregando serviços e tecnologia da informação visando um diferencial de negócio, resolver um problema de uma maneira inusitada.

Os agentes de mercado também se transformaram para suportar esta revolução, são incubadoras, aceleradoras, investidores anjo, fundos diversos, Private Equity, Venture Capital, Desenvolve SP, BNDES e investidores em geral.

Vários artigos sobre o assunto mencionam que mais importante que a ideia é o time dos empreendedores. Essa é uma das avaliações, principalmente para os investidores anjo que chegam em uma fase onde muitas vezes não existe ainda um plano de negócios bem estruturado.

Mas há uma avaliação fundamental antes de se realizar o investimento em outro negócio ou empresa: é a análise de risco de integridade desta empreitada. Esta avaliação tem que levar em consideração o grau de maturidade da empresa, qual segmento de atuação, localização geográfica e principalmente quais tipos de interação com o mercado que são mais sujeitas a riscos de integridade, como por exemplo, interação com agentes públicos. Lembrando que este último vai do simples pagamento de impostos até o fornecimento de produtos e serviços a órgãos do governo ou empresas estatais, como um aplicativo a ser usado pelas prefeituras no interior dos estados.

O próprio Decreto 8.420/15 (que regulamentou a Lei Anticorrupção 12.846/13) menciona que deve ser feita uma verificação, nos processos de aquisição, da existência de vulnerabilidades das pessoas jurídicas envolvidas. Alguns aspectos importantes nesta verificação:

  • Histórico dos sócios: entender seus relacionamentos, quais negócios já se envolveram no passado, alguma ligação com Pessoas Politicamente Expostas (PEP), normalmente pessoas que tenham atuado em diversos níveis do governo nas esferas federal, estadual e municipal.
  • Nível de Maturidade da empresa: tão logo a empresa já comece a criar uma carteira de clientes e se estruturar internamente esta deveria iniciar aos poucos a montagem de um Programa de Integridade, de maneira objetiva, simples e contínua. De qualquer forma, a preocupação com Ética e Integridade deve vir dos empreendedores e sócios, o exemplo vem de cima.
  • Código de Ética e Conduta: avaliar se a empresa conta com um código de Ética e Conduta que minimamente cubra os aspectos onde haja maior risco como interação com agentes públicos, risco de assédio, área de compras, entre outros. O código tem que ser uma ferramenta de consulta e uso pelos funcionários, que devem ter aderido por meio de um Termo de Compromisso devidamente assinado.
  • Canais de Comunicação: os canais de comunicação estão estabelecidos para sanear dúvidas ou mesmo para que os funcionários possam, de forma anônima ou não, levantar questões sobre ações e atitudes que ocorrem dentro da empresa? Não necessariamente tem que ser uma grande estrutura para isso, uma caixa de correio departamental ou uma opção similar ao Fale Conosco no site da empresa já permite esta comunicação.
  • Treinamento: muitos problemas de integridade ocorrem por falta de conhecimento das pessoas das políticas e processos da empresa. No passado era muito comum convidar clientes para almoçar, hoje com as políticas de Presentes & Entretenimento de muitas empresas nem sempre isso é possível, ou há limites específicos para evitar algum constrangimento ou mal entendido sobre a intenção da conversa. A empresa alvo de uma aquisição tem feito algum treinamento nesta área? Ela consegue comprovar isto?

A decisão de investimento em um negócio ou empresa tem inúmeras variáveis para serem analisadas: Planos de negócio robustos, empreendedores motivados, problemas que ainda não foram solucionados, tecnologia disruptiva, modelos de negócio inovadores, entre outros. Mas um problema de integridade pode fazer todas as projeções de crescimento irem por água abaixo e impossibilitarem a realização dos resultados para os acionistas.

  • Sérgio Woisky, da Consultoria Comp9
Sinproquim
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para Fins Industriais e da Petroquímica no
Estado de São Paulo.

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