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Em sabatina promovida pela CNI, candidatos à Presidência falam de suas agendas que atingem a indústria

11/07/2018
Robson Andrade, presidente da CNI, abriu o encontro com os presidenciáveis

Evento foi realizado dia 4 de julho em Brasília (DF) e recebeu seis candidatos

Promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) no dia seguinte à realização do ENAI 2018, uma sabatina com os pré-candidatos à Presidência da República debateu os desafios do novo governo junto a cerca de 2 mil líderes empresariais do país. Estiveram presentes os políticos Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (REDE), Jair Bolsonaro (PSL), Henrique Meirelles (MDB), Ciro Gomes (PDT) e Álvaro Dias (Podemos). Nomeado “Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência da República”, o encontro foi realizado em Brasília (DF) no dia 4 de julho.

Abrindo o evento, Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, enfatizou a importância de a indústria ter acesso às agendas dos candidatos. “Esse diálogo representa uma grande oportunidade para que possamos escolher o representante do país”, comentou ele lembrando que a CNI, de forma proativa, apresentou inúmeras propostas capazes de melhorar a competitividade da economia brasileira pavimentando o caminho rumo ao desenvolvimento.

Dentre as questões que foram levantadas por Andrade, destaque para a insegurança jurídica provocada pelo legislativo, a qualidade da governança no Brasil e a necessidade de aperfeiçoamento da máquina pública somada à redução da burocracia e aumento da capacidade de oferecer serviços de excelência.

O que disse cada candidato – Cada candidato teve cerca de 60 minutos para apresentar suas propostas e responder às perguntas dos empresários. Na sequência, todos concederam uma entrevista coletiva de aproximadamente 20 minutos na sala de imprensa do evento.

O primeiro político a ser sabatinado foi Geraldo Alckmin, do PSDB. “Quem for eleito terá cerca de 60 milhões de votos. Isso traz uma legitimidade grande. A sociedade espera mudanças. O novo governo tem que explicar as razões desses avanços, como a simplificação tributária e a reforma da previdência”, disse ele que assinalou que, em sua gestão, reduzirá o imposto de renda de pessoas jurídicas a fim de atrair investimentos e ampliar o emprego e a renda.

O setor energético foi uma das abordagens de Alckmin: “Precisamos trazer investimentos para o setor de energia. Privatização com um bom modelo, discutido com a sociedade e com o parlamento, com um bom marco regulatório e agências de regulação despartidarizadas”, disse ao mencionar, também, a necessidade de redução de tributos no setor energético que representa “um insumo essencial com elevada carga tributária”.

Na sequência, o empresariado recebeu Marina Silva, da REDE, para apresentação de seus ideais. Ela, que apontou a reforma política como o grande desafio do Brasil, mencionou a crise da indústria nacional. “A indústria brasileira vive uma crise. Estamos passando pela quarta revolução industrial e isso requer investimento em educação, tecnologia e inovação”, mencionou. Ainda sobre a produtividade do país, Marina disse que “um país que não se abre para as cadeias produtivas globais tem muito mais dificuldade de inovação na indústria, que precisa acabar com a dependência dos subsídios melhorando a competitividade”.

Visando o empreendedorismo, a candidata afirmou ser necessário ampliar o acesso da sociedade ao suporte para empreender e relembrou a questão da greve dos caminhoneiros. “Houve uma negligência. A situação deveria ter sido antecipada. Essa é uma pauta que já havia sido trazida ao governo há muito tempo. Houve, também, erro da Petrobrás, que repassou todos os custos para o consumidor”.

O terceiro candidato sabatinado no evento foi Jair Bolsonaro, do PSL, que confirmou a intenção de colocar generais à frente dos ministérios e também adentrou a questão da greve dos caminhoneiros. “Nós não ficamos reféns dos caminhoneiros. Eles é que foram iludidos, no final dos governos Lula e Dilma, pela facilitação para compra de caminhões”, disse.

Sobre a dinâmica de sua gestão, o candidato declarou: “Queremos um Brasil livre, capitalista, que cresça e procure ser igual aos melhores. O governo precisa entender que ele é o empregado e não o patrão. Precisamos reconquistar a confiança da classe empresarial”.

Henrique Meirelles, do MDB, subiu ao palco logo após Bolsonaro. “Se eleito, reforma tributária é a minha absoluta prioridade. A proposta está em andamento. Existe uma proposta de reforma do PIS/Cofins e tenho uma equipe técnica qualificada para isso”, declarou. “Temos que simplificar o sistema como um todo e torná-lo mais transparente. Queremos diminuir a carga tributária, que atualmente é algo muito crítico para a indústria. E para isso, precisamos diminuir as despesas. Por isso, a Reforma da Previdência é importante”, complementou.

Em sua apresentação, Meirelles disse ter entregado 15 projetos ao Congresso focados no aumento da eficiência e competitividade do país. “Esses projetos serão cruciais para a economia e para o Brasil. É uma prioridade para os primeiros 100 dias de governo. O Brasil estagnou nas últimas décadas, agora temos que crescer e nos aproximar dos países de maiores economias”.

Ciro Gomes, do PDT, foi o penúltimo sabatinado e falou sobre a reforma trabalhista. “Em seis meses, convoco as entidades sindicais, universidades e outras esferas para repensar a reforma trabalhista. É preciso uma nova reforma que reúna todos os setores da sociedade”, declarou.

Sobre a atual situação do país, Gomes aponta algumas causas possíveis. “Como cientista político, acredito que o colapso do poder político-democrático pela desmoralização da presidência e do congresso têm permitido essa intrusão dos outros poderes. Uma das tarefas, agora, é restaurar a plena democracia do Brasil”, apontou.

Encerrando o diálogo, Álvaro Dias, do Podemos, também falou sobre as reformas. “Se nós não aproveitarmos o primeiro momento de alta confiança não conseguiremos fazê-las. Sou mais ambicioso. Acredito que devemos investir nas reformas nos 100 primeiros dias de governo”. Especificamente sobre a previdência, disse que a reforma é essencial, mas que “a proposta que está no congresso precisa ser estudada, pois não se fará uma reforma da previdência sem cortar privilégios. Temos que praticar a política de teto salarial”.

Entrando nos aspectos econômicos, Dias lembrou o início dos anos 1990. “O Plano Real foi bem-sucedido pois foi bem comunicado. É essencial coragem e articulação política para promover a mudança”, finalizou.

Propostas mais significativas para o setor químico – De todos os 43 cadernos temáticos com medidas objetivas para melhorar as condições produtivas do Brasil que foram elencados pela CNI e entregues aos presidenciáveis que participaram da sabatina, treze têm interferência mais direta na dinâmica e na rotina da indústria química brasileira. Clique nos temas abaixo e confira as propostas na íntegra:

O Brasil na OCDE: Um caminho natural
Educação: a base para a competitividade
Licenciamento ambiental: propostas para a modernização
Biodiversidade: as oportunidades do uso econômico e sustentável
Modernizar a tributação indireta para garantir a competitividade do Brasil
Tributação da renda de pessoas jurídicas: o Brasil precisa se adaptar às novas regras globais
Relações de trabalho: caminhos para continuar a avançar
Privatização da infraestrutura: o que falta fazer
Energia elétrica: custos e competitividade
Gás natural: mercado e competitividade
Inovação: agenda de políticas
Indústria 4.0 e digitalização da economia
Acordos comerciais: as prioridades

O “Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência da República” foi inteiramente acompanhado por representantes do Sinproquim que igualmente estiveram presentes na programação do ENAI 2018, encontro realizado no dia 3 de julho também em Brasília.

Sinproquim
Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos
para Fins Industriais e da Petroquímica no
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